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Rumo à execução da estratégia

Planejamento estratégico - Parte 1

Insights e publicações

Planejamento estratégico: rumo à execução da estratégia – Parte 1

Nessa série sobre planejamento estratégico, abordaremos o tema em 3 partes. Na primeira, você entenderá o conceito e o processo para a execução da estratégia. Na segunda parte, falaremos sobre a escolha da estratégia, mapeamento e daremos dicas de algumas ferramentas de monitoramento. Para finalizar,  daremos um breve resumo de todas questões abordadas e sobre gerenciamento da execução da estratégia.

Boa leitura!

Planejamento estratégico: uma breve história

O termo estratégia é um conceito militar bastante antigo, definido pela aplicação de forças contra determinado inimigo. O termo origina-se da palavra grega strategos com o significado “a arte do general”, ou ainda, “a ciência dos movimentos guerreiros fora do campo de visão do general”.

Em termos organizacionais, trata-se de mobilizar recursos para atingir objetivos, mediante utilização, pela alta administração, de um plano, uma direção ou um curso de ação para o futuro.

De forma mais simples, a estratégia pode ser vista como um conjunto de escolhas – objetivos e caminhos de evolução – sobre questões fundamentais para o sucesso da organização. Ao optar por caminhos, a organização busca posicionar-se no mercado e convergir esforços para a direção estabelecida.

A execução da Estratégia é uma das principais preocupações dos executivos. Seus resultados indicam que o problema não está na qualidade da estratégia, mas sim na qualidade da execução.

Muitas vezes as falhas de execução da estratégia acontecem justamente porque os executivos, de forma paradoxal, consideram que essa é uma tarefa que não lhes compete, algo que pode e deve ser delegado para os níveis mais operacionais da organização e sobre a qual não têm responsabilidade direta.

Não se trata de concentrar a ação dos executivos em questões operacionais, mas envolve-los diretamente naquelas iniciativas de alto impacto para a consecução dos objetivos estratégicos, assegurando prioridade de execução.

Nossa experiência mostra que nas organizações centradas em resultados duradouros, a execução da estratégia é a principal tarefa da liderança e o desempenho das metas é monitorado periodicamente como forma de garantir o rápido ajuste às constantes mudanças no ambiente competitivo.

O processo para a execução da estratégia

No livro Making Strategy Work – Leading effective execution and change, de Lawrence G.Hrebiniak, professor da Wharton School, sugere que o principal problema do ponto de vista da execução da estratégia está no fato de que fomos educados a planejar, mas não sabemos executar. O professor Hrebiniak afirma ainda, com muita propriedade, que nossas escolas de negócios formam planejadores sem compromisso com a execução, como se apenas planejar fosse suficiente para gerar resultados.planejamento-e-execucao.png

Conclui-se, portanto, que a disciplina de executar a estratégia não é uma tarefa simples e natural para os executivos dos nossos dias, principalmente se considerarmos a grande velocidade de mudanças que vivemos. Portanto, é preciso estabelecer um novo paradigma de gestão estratégica que permita o constante acompanhamento da evolução da organização e de seu contexto competitivo.

A execução requer uma estrutura lógica e sistemática de acompanhamento, um framework simples e objetivo que deve fazer parte do processo de gestão das organizações. Esse processo pode ser sintetizado em um ciclo composto basicamente por quatro passos, que operam de forma cíclica e continua, e podendo cada um deles ser acionado a qualquer tempo, dependendo da maturidade e do contexto estratégico em que se encontra a organização.

Análise do Ambiente de Negócios

Conhecer o ambiente de negócios significa compreender as variáveis externas que afetam diretamente a organização, a dinâmica competitiva de cada setor e seus principais vetores de desempenho, sobretudo, compreender os movimentos do mercado, o panorama futuro e as principais alternativas estratégicas que se apresentam.

Para que tal análise seja efetiva é necessário delimitar a natureza e a abrangência das informações a serem buscadas, utilizando como referência o negócio e a Missão da empresa. O negócio atua como a moldura que delimita o ambiente a ser analisado, e a Missão delimita a concentração da análise, respondendo à pergunta: “Quais variáveis afetam o nosso negócio? ”

Este é um componente fundamental na gestão em nossos dias, pois a grande velocidade com que as mudanças acontecem exige informação de qualidade para a tomada de decisões.

As organizações vencedoras são aquelas que conseguem implementar a sua estratégia antes de seus competidores e certamente maximizam os resultados dessa implementação, quando executam na direção certa, antecipando tendências, tecnologias e variações no contexto político e econômico.

A adoção de práticas de inteligência estratégica evita que a organização tenha uma visão míope acerca do seu mercado, concorrentes e outras variáveis que afetam o negócio. Mais do que dados ou números acerca do ambiente competitivo, este processo visa identificar como cada variável afeta diretamente a competitividade da organização, transformando a análise em inteligência estratégica para a tomada de decisões.

No próximo blog post sobre gestão estratégica, falaremos sobre a escolha e mapeamento da estratégia. Enquanto isso, você pode conferir algumas postagens sobre estratégia.

  • Aline Vênere

    Sócia Consultora na 3GEN, graduada em Economia e pós-graduada em Comércio Internacional pela UNIFACS – Universidade Salvador. Possui experiência em formulação, implementação e governança da estratégia. Em 2001, iniciou a sua carreira em um grupo nacional de grande porte, trabalhando nas áreas de Suprimentos, Controladoria, Inteligência de Mercado, Planejamento Estratégico e Gestão de Negócios. Desde 2007, atua como consultora em projetos de planejamento estratégico analítico e participativo, desdobramento da estratégia, implementação de Balanced Scorecard, redesenho de processos e gerenciamento de projetos, em organizações de diferentes setores, públicas, privadas e do terceiro setor.