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Perspectivas para a economia brasileira

e o impacto em projetos estratégicos

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Perspectivas para a economia brasileira e o impacto em projetos estratégicos

Muitas empresas estão segurando os investimentos em projetos, mesmo que estes sejam muitas vezes estratégicos. A razão principal para isso é o cenário econômico atual que não mostra confiança aos empresários e seus líderes gestores.

Sabemos que cada empresa tem um comportamento diferente perante a situação econômica, mas, diante do atual cenário, exploraremos um racional que embasa os indícios para a recuperação da crise.

Utilizamos para isso a projeção de uma respeitada instituição financeira sob alguns indicadores:

  • O PIB (Produto Interno Bruto) deverá crescer 0,3% este ano, seguido de um crescimento próximo a 3% nos próximos 5 anos;
  • O PIB per capita deverá crescer a uma taxa média anual de 7,9% nos próximos 5 anos;
  • A Indústria, que não tem investido, deve já em 2018 ser o principal componente que contribuirá para o crescimento do PIB, com altos investimentos em bens de capital.
  • O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) apresenta tendência de melhora, estando no patamar da média histórica. O ICEI quando abaixo de 50 pontos indica falta de confiança. Atualmente se encontra em 53,4 pontos.
  • A taxa de desemprego ainda estará acima dos patamares de alguns anos atrás, mas com tendência de queda;
  • A massa salarial deverá crescer 1,5% em 2017, e crescerá 2,5% a 3,5% nos próximos 5 anos;
  • A taxa de inflação (IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor) está em queda e deve fechar o ano de 2017 em 3,7%, ficando na casa dos 4,5% até 2021;
  • A taxa de juros de longo prazo deve cair, saindo de 7,1% em 2017 para 6,4% em 2021; A SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) acompanhará mesma tendência;
  • A balança comercial deve fechar os próximos anos superavitária, motivada pelo cenário externo com tendência favorável e pelo dólar apreciado;
  • O investimento direto no país deve crescer a uma taxa média anual de 5%, saindo de 75 bilhões de dólares em 2017 para 91,2 em 2021;
  • Vivenciaremos aumento do crédito, principalmente a partir de 2018;
  • A inadimplência de pessoas físicas e jurídicas deve apresentar tendência de queda nos próximos 5 anos.

Portanto, com crescimento esperado para o PIB, tendência de redução do desemprego, inflação contida a níveis mais baixos do que os vivenciados recentemente, aumento do crédito, da renda, mais investimentos estrangeiros no país e queda da inadimplência, estimamos que diversos setores da economia, principalmente os mais vulneráveis às oscilações de renda da população experienciarão retomada do crescimento de suas receitas.

Caso as previsões se perpetuem, faz sentido que projetos estratégicos sejam retirados do papel, principalmente àqueles que garantirão às empresas maior possibilidade de aumentar vendas, reduzir custos e/ou aumentar rentabilidade. No limite, a viabilidade econômico-financeira de todos os projetos potenciais deveria ser feita a fim de se averiguar quais trariam maior retorno, gerando então, um roadmap de projetos prioritários, face a restrição orçamentária.

O atual cenário político poderá fazer com que tais indicadores econômicos sofram oscilações, como visto no Índice de Incerteza Econômica, que subiu 9,3 pontos em maio, motivado pela gravação de conversa do Presidente Temer com o empresário Joesley Batista, revertendo a tendência de queda no índice.

Independentemente do cenário positivo ou negativo, é de necessidade que as organizações estejam sempre atentas em como as variáveis podem afetar a sobrevivência e competitividade do negócio, identificando qual estratégia tomar caso as projeções ocorram ou não.

Dados divulgados pelo Bradesco em 08/05/2017 / CNI – Maio de 2017 / FGV – Maio de 2017 / Análise 3GEN

Uma boa avaliação é um grande passo para a escolha de quais projetos investir. Confira nosso post Dica para analisar a viabilidade econômico-financeira de seus projetos e iniciativas estratégicas

 

  • Alex Lugli

    Graduado em Propaganda e Marketing pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação com especialização em Administração Estratégica pela Fundação Instituto de Administração – USP. Possui experiência em planejamento estratégico, finanças corporativas, marketing e inteligência competitiva. Desde 2008 passou por grandes multinacionais e a partir de 2015 atua como consultor em projetos de modelagem de negócios, planejamento estratégico analítico e análises de viabilidade econômico-financeira de projetos em organizações privadas.